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O REI DO NORTE E O REI DU SUL

O anjo de Jeová enfoca sua narrativa sobre as consequências, no mundo, do estabelecimento do estado de Israel (em 1948), no Médio Oriente, que conduzirá à grande tribulação (Daniel 11:44 - 12: 1)

Introdução

Como compreender a coerência geral da profecia de Daniel capítulo 11 sobre dos dois reis?

É importante manter-se, quanto possível, no contexto geral da profecia de Daniel, particularmente nos capítulos: 2, 4, 7, 8. Ajudará a ter as chaves da compreensão desta profecia complexa. Essas chaves são dadas por Jeová Deus, através de Jesus Cristo (1 Coríntios 2:16).

Devemos entender que o anjo de Jeová, na sua narrativa profética, está focando o tema central do livro profético de Daniel: a restauração da soberania de Jeová Deus, na terra e o desaparecimento da soberania de Satanás representada pela dominação humana (sem Deus) na terra (Daniel 2:34, 44; 7:14). Portanto, o anjo de Jeová, no relato, deu uma atenção especial aos "santos do Supremo", "o povo constituído dos santos", "os filhos de teu povo", ou seja, os seres humanos, mesmo às custas da sua vida, foram fieis à soberania de Deus (Daniel 7: 17,18,21,22,25,26,27, 8:24; 12:1; 11: 32-35; 12: 3,10). A Congregação dos santos é chamada de "o lugar estabelecido do Seu santuário", em conexão com o templo espiritual (Daniel 8:13, 14, 9:26). O serviço sagrado dos santos é chamado "o sacrifício constante" (Daniel 8:10-14; 11: 30,31; 12:11). A relação especial entre os santos com Deus é chamada o  "pacto sagrado" (Daniel 11:28-30).

Devemos entender que essa profecia é focada no antigo território de Israel, como um símbolo, no passado, da soberania de Jeová na terra. Particularmente após a Segunda Guerra Mundial (1948), na última parte da profecia, a narrativa mostra que o centro de atenção dos acontecimentos dramáticos no mundo, que levará para a grande tribulação, vai acontecer na antiga terra prometida, a "Terra Gloriosa" (Daniel 11:44 -12:1).

No começo da profecia, o rei do Norte, o "Norte" é em relação no lugar geográfico de Israel como "Terra Gloriosa", que é a Síria. O rei do Sul é o mesmo, o Sul é o Egito. Embora a frente do conflito entre os dois reis, mudou-se, ao longo dos séculos, particularmente na Europa Ocidental, a profecia no âmbito da narrativa de Daniel 11, é verdadeiramente "circular": começa em Israel (no Oriente Médio) e tem e terá o cumprimento final, de forma literal, geograficamente, em Israel (no Oriente Médio), e como ponto de partida da grande tribulação (Daniel 11:43-45; 12:1).

Outro ponto importante sobre a mudança de identidade dos dois reis que representam dinastias: há apenas uma, conectada com as potências mundiais (A potência Grega com a Romana). Ou seja, o conflito entre os dois reis começa sob o poder do mundo grego com duas dinastias dos reis: O rei do Norte, o rei sírio Seleuco I Nicátor e sua dinastia, e o rei do Sul, o rei egípcio Ptolomeu Lago I, e sua dinastia.

Então, de acordo com a profecia de Daniel 2, 7, 8, esta potência mundial grega, é suplantada pela romana, até os nossos dias (como Antiguidade Tardia Romana). Portanto, foi nesse momento que a identidade dos dois reis mudou. Não nos esqueçamos, de que de acordo com o contexto geral da profecia de Daniel, estes dois reis estão em conflito, no âmbito desta Antiguidade Tardia Romana. O rei do Sul é também a expressão da Antiguidade Tardia Romana "Ocidental", particularmente representada, agora, pelos Estados Unidos como uma potência mundial e o Israel e o Egito, como representantes deste imperialismo ocidental, no Oriente Médio. O rei do Norte é a representação da Antiguidade Tardia Romana Oriental a parte germânica do território.

Último ponto muito importante, que permite compreender que a identidade dos dois reis não vai mudar após a primeira mudança, de qualquer forma, de acordo com o anjo de Jeová: A narrativa do conflito entre estes dois reis, termina com a vitória do rei do Sul, no final da Segunda Guerra Mundial e com a fundação do moderno estado de Israel (em 1948), sendo o representante deste rei do Sul no Oriente Médio (Daniel 11:40-43). Depois, o anjo de Jeová enfoca sua narrativa sobre as consequências, no mundo, do estabelecimento do estado de Israel (em 1948), no Médio Oriente, que conduzirá à grande tribulação (Daniel 11:44-12:1).

A PRIMEIRA IDENTIDADE DO DOS DOIS REIS

O rei do Norte, o rei sírio Seleuco I Nicátor, e sua dinastia
O rei do Sul, o rei egípcio Ptolemeu Lago I, e sua dinastia

Explicação

A profecia dos dois reis está escrita em Daniel 11:5-45. A soberania humana é representada como uma estátua de homem em Daniel 2. O Reino simbolizado pelo cobre é a Grécia, enquanto o Reino simbolizado pelo ferro é o Império Romano, que dura até hoje (Daniel 2:32 b, 33,39-43). Porque o cobre situa-se tanto na barriga e nas coxas, isso significa que, finalmente, o Império grego seria mais tarde principalmente dividido em duas partes. E é precisamente dentro deste império dividido em duas partes, que começa essa rivalidade mundial binária, entre o rei do Norte e o rei do Sul.

Antes a bipolaridade mundial deste conflito, durante séculos, outra profecia de Daniel, explica como este império grego representado pelo grande chifre (Alexandre o Grande), depois, seria dividido, em quatro partes (compare Daniel 8:5,8 e 11:3,4) (A profecia do último rei humano). No entanto, esta divisão em quatro partes, finalmente, se tornaria, em duas partes no Império grego (Então, entendemos, com a ajuda de Deus, que a comparação desta profecia muito complexa, com as outras profecias dos capítulos de Daniel 2,7,8, ajudará a entender a coerência geral da resolução desta profecia).

A primeira identidade dos dois reis

Com essas duas dinastias, sendo um da Síria (Norte) e o outro do Egito (Sul), começa este conflito mundial bipolar (Daniel 11: 5-19), com a “Terra Gloriosa”, Israel, como centro geográfico real (e não espiritual), desde o início e até a conclusão desta profecia... A história nos informa que estes dois países, a Síria e o Egito vão cair sob o domínio romano. Depois, a continuação da história desses dois futuros novos reis, será feito no contexto da evolução histórica do Império Romano, durante os séculos. E é neste contexto que deve ser colocada em perspectiva esta profecia de Daniel 11:20-45, para compreender a coerência geral da resolução do enigma bíblico.

A PAX ROMANA

A "Pax Romana" (Paz Romana), " Durante a despreocupação" (Daniel 11:24a)

“E na sua posição terá de erguer-se alguém que fará um exator passar pelo esplendoroso reino e em poucos dias será destroçado, mas não em ira nem em guerra” (Daniel 11:20).

Este versículo é uma ruptura com o início da história desta saga profética, e até o verso 24, não é mencionado o rei do Norte e o rei do Sul. É um período de transição da história do mundo, no contexto do conflito entre estes dois reis, por três razões:

A primeira razão é que o Império Romano torna-se a potência mundial, substituindo o império grego. Agora, o futuro rei do Norte e o rei do Sul será no novo contexto histórico da dominação romana em todo o mundo, até o fim (Daniel 12:1).

A segunda razão é que, no início, o Império Romano domina tanto no território do rei do Norte (de origem), Síria e do rei do Sul (de origem), Egito e também na “Terra Gloriosa”, Israel.

A terceira razão, este período é chamado a "Pax Romana" (Paz Romana), " Durante a despreocupação" (Daniel 11:24a). Daniel 11:20-24 é, claramente, a transição da "Pax Romana" (30 AEC - 180 CE). No entanto, este período de "Pax Romana", foi "relativa" porque "Roma sempre estava engajado em batalha contra os povos e tribos na periferia, incluindo os povos germânicos e Parthian (nordeste do Irã)" (Wikipedia 'Pax Romana'). Essas informações, especialmente sobre o conflito com os "povos germânicos", são importantes porque permite compreender o início do conflito aberto entre os dois futuros reis neste território do Império Romano. Permitirá entender quais são as identidades respetivas dos dois reis.

A SEGUNDA E ÚLTIMA IDENTIDADE DOS DOIS REIS

O Império Romano do Oriente (na parte Germânica), representa o rei do Norte e o Império Romano do Ocidente, o rei do Sul

Para determinar a identidade muito genérica destes dois reis até aos nossos dias, devemos rever o esboço histórico do Império Romano. A dificuldade é saber a identidade bíblica adequada que seria uma expressão genérica da identidade do futuro rei do Norte e o rei do Sul. Para isso, é importante saber que o Império Romano definitivamente será dividido em dois territórios em todo o mundo:

Como o Império Romano é dividido em dois territórios em todo o mundo, a questão é: quem são os respectivos reis dos dois impérios Romanos, Império Romano do Oriente e do Ocidente? Para saber isso, é preciso ler Daniel 11:25, 26:

“E ele despertará seu poder e seu coração contra o rei do sul, com uma grande força militar; e o rei do sul, da sua parte, excitar-se-á para a guerra com uma força militar extraordinariamente grande e poderosa. E ele não se manterá de pé, porque maquinarão ardis contra os seus ardis. E os mesmos que comem os seus petiscos causarão a sua derrocada. “E quanto à sua força militar, será levada de enxurrada e muitos hão de cair mortos” (Daniel 11:25,26).

Está escrito que o rei do Norte que toma a iniciativa do conflito. Segundo a Historia, os povos germânicos provocaram a queda do império Romano de Ocidente em 476 EC. É lógico pensar, então que o Império Romano do Oriente (na parte Germânica), representa o rei do Norte e o Império Romano do Ocidente, o rei do Sul.

Finalmente os povos germânicos vão impor a sua superioridade militar sobre o Império Romano do Ocidente em 476 C.E, e incorporar formalmente o Império Romano do Oriente em 480 C.E. O segundo fator que causou a perda do Império Romano do Ocidente é descrito como uma decadência: "os mesmos que comem os seus petiscos causarão a sua derrocada".

Em toda Europa ocidental as dinastias de origem germânica vão dominar em superioridade continental de rei do Norte: a dinastia dos merovíngios (século V até meados do VIII). Depois, a dinastia Carolíngia (751 ao século X). Após Carlos Magno, haverá dois reinos : O Reino da França, no Oeste (no reinado da dinastia capetiana (987-1792)). Na Europa de Leste, o Sacro Império Romano (962-1806), o Império prussiano de 1871 a 1918. Os dois reinos são apoiados pelos papas romanos, demonstrando que os principais vetores da Antiguidade Tardia Romana foram políticos e religiosos.

Daniel 11:25-28, descreve a superioridade do rei do Norte (germânico) de 476 a 1914, principalmente uma superioridade continental de Europa (Prússia e Áustria-Hungria). Daniel 11:30 comparado com Daniel 7:8,20,24 descreve a superioridade do rei do Sul como força marítima, os “navíos de Quitim”, que lutaram mais tarde, contra o rei do Norte. O que demostra que o rei do Sul, é principalmente descrito como uma potência marítima. Daniel 7:8,20,24 refere-se à área de influência ocidental romanizada, o rei do Sul, França, Espanha (Portugal e Holanda) e Grã-Bretanha, em expansão, particularmente desde a descoberta das Américas em 1492. Esses três reinos ocidentais romanizados vão progressivamente ser suplantados pelos Estados Unidos, no final da Primeira Guerra Mundial, e definitivamente no final da Segunda Guerra Mundial. E a profecia de Daniel 11:25-28, descreve uma superioridade continental do rei do Norte, Germânico em Europa, antes de 1914.

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

“Retornará no tempo designado e virá realmente contra o sul; mas no fim não virá a ser como foi no princípio. E certamente virão contra ele os navios de Quitim e ele terá de ficar desalentado” (Daniel 11:29-30a)

A Primeira Guerra Mundial (1914-18): Retornará no tempo designado e virá realmente contra o sul; mas no fim não virá a ser como foi no princípio. E certamente virão contra ele os navios de Quitim e ele terá de ficar desalentado” (Daniel 11:29-30a).

Em 1914, o rei do Norte germânico (Junto com o império Austro-Hungria e outras nações de Europa oriental), toma a iniciativa de uma campanha militar contra o rei do Sul ocidental (França, Inglaterra e Estados Unidos (e muitas outras nações principalmente ocidentais)). Mas os "navios de Quitim," as forças marítimas do rei do Sul, “desencorajaram” o rei do Norte germânico, no final da Primeira Guerra Mundial em 1918.  Neste caso, os “navios de Quitim” do rei do Sul representam, principalmente as forças marítimas de Estados-Unidos e Grã-Bretanha que ajudaram os exércitos franceses na guerra contra Alemanha. É o Tratado de versalhes que humilhará o povo alemão (rei do Norte), e os empurrará para retomar o conflito com a segunda guerra mundial.

A SUPREMACIA DO REI DO NORTE NA PRIMEIRA PARTE DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1944)

Dos versículos 30b até 35, é a descrição da atitude blasfemadora que teve particularmente Hitler, fazendo-se passar por um deus romano que o povo de Alemanha tinha que “adorar”, e “erguer-se-ão braços procedentes dele; e eles hão de profanar o santuário”. Sim, o povo de Alemanha usaram os seus “braços” para “profanar o santuário” e adorar um simples homem em vez de adorar a Deus

“E ele realmente voltará e lançará verberações contra o pacto sagrado e agirá com eficiência; e terá de voltar e dará consideração aos que abandonam o pacto sagrado. E erguer-se-ão braços procedentes dele; e eles hão de profanar o santuário, o baluarte, e remover o sacrifício contínuo. “E hão de constituir a coisa repugnante que causa desolação. “E os que agirem iniquamente contra o pacto, ele levará à apostasia por meio de palavras macias. Mas, quanto ao povo que conhece seu Deus, eles prevalecerão e agirão com eficiência. E quanto aos que dentre o povo tiverem perspicácia, darão entendimento a muitos. E certamente se fará que tropecem, pela espada e pela chama, pelo cativeiro e pelo saque, por alguns dias. Mas, quando se fizer que tropecem serão ajudados com um pouco de ajuda; e muitos hão de juntar-se a eles por meio de insídia. E far-se-á que tropecem alguns dos que têm perspicácia, a fim de se fazer uma obra de refinação por causa deles, e para se fazer uma limpeza e um embranquecimento, até o tempo do fim; porque é ainda para o tempo designado.

“E o rei fará realmente segundo o seu bel-prazer, e ele se enaltecerá e magnificará acima de todo deus; e falará coisas prodigiosas contra o Deus dos deuses. E certamente se mostrará bem sucedido até ter acabado a verberação; porque a coisa determinada terá de ser feita. E não dará consideração ao Deus de seus pais; e não dará consideração ao desejo de mulheres, nem a todo outro deus, porém, magnificar-se-á acima de todos os outros. Mas dará glória ao deus dos baluartes, na sua posição; e dará glória a um deus que seus pais não conheceram, por meio de ouro, e por meio de prata, e por meio de pedras preciosas, e por meio de coisas desejáveis. E agirá com eficiência contra os baluartes mais fortificados, junto com um deus estrangeiro. Àquele que lhe der reconhecimento ele fará abundar com glória, e realmente fará tais dominar entre muitos; e repartirá o solo por um preço” (Daniel 11:30b-39).

Dos versículos 30b até 35, é a descrição da atitude blasfemadora que teve particularmente Hitler, fazendo-se passar por um deus romano que o povo de Alemanha tinha que “adorar”, e “erguer-se-ão braços procedentes dele; e eles hão de profanar o santuário”. Sim, o povo de Alemanha usaram os seus “braços” para “profanar o santuário” e adorar um simples homem em vez de adorar a Deus. Este rei humano matou a muitos santos, nos campos de concentração.

“Constituiram a coisa repugnante que causa desolação”: De acordo com Jesus Cristo, "a coisa repugnante que causa desolação" representa "exércitos" que destroem (Mateus 24:15). Com a industria, os alemães reconstruíram todo o exército com o seu armamento sofisticado. Os versículos 36-39, mostram a atitude arrogante deste rei do Norte, no momento da sua superioridade militar na primeira parte da segunda guerra mundial de 1939-1944.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

NA PARTE DO ATAQUE DO REI DO SUL (1944-1945)

A segunda fase da Segunda Guerra Mundial: o rei do Sul ataca com "empurrões". É a invasão de Europa de Oeste pelos Aliados Anglo-Americanos, no 6 de junho de 1944

“No tempo do fim, o rei do sul se envolverá com ele em uma troca de empurrões, e o rei do norte virá sobre ele como uma tempestade, com carros de guerra, cavaleiros e muitos navios; ele entrará nas terras e arrasará tudo como uma inundação” (Daniel 11:40).

Aqui temos a segunda fase da Segunda Guerra Mundial: o rei do Sul ataca com "empurrões". É a invasão de Europa de Oeste pelos Aliados Anglo-Americanos, no 6 de junho de 1944. Na frente, os exércitos alemães, do rei do Norte, contra-ataca com uma “tempestade”, com forças militares, para deter esse desembarque. Também durante a ofensiva das Ardenas (uma batalha de 40 dias), durante o inverno 1944 (na França), que causou baixas significativas entre soldados aliados americanos, do rei do Sul. A formulação muito ambígua do anjo, dá a entender, que é o rei do Norte que prevalece. Não é assim, por várias razões:

Primeiro, se dermos atenção à narrativa do anjo de Jeová, ele diz que é o rei do Sul quem toma a iniciativa do ataque contra o rei do Norte com "empurrões". Em seguida, descreve a reação extremamente violenta rei do Norte.  Então o anjo disse, finalmente, que do rei “vitorioso”, "ele ENTRARÁ nas terras e arrasará tudo como uma inundação".

A pergunta é: Quem queria entrar com “empurrões”? O rei do Sul tomou a iniciativa do ataque. O único objetivo do rei do Norte era “impedir” o êxito dos “empurrões”.  Fica claro que o anjo de Jeová falou do rei do Sul, os exércitos americanos e seus aliados ocidentais quem “entraram” completamente nos territórios antigamente conquistados pelo rei do Norte Alemão, toda a França até invadir o seu país, Alemanha.

Em segundo lugar, a continuação do versículo, o anjo explica as consequências da vitória desse rei, com a sua “entrada” na “Terra Gloriosa”, Israel (Daniel 11:41). O que é a potência mundial que domina militarmente e politicamente o Egito e Israel? Sem dúvida nenhuma, a potência mundial americana que contribui nos orçamentes militares do Egito e de Israel. O que demostra com a Bíblia, e com os fatos históricos, que o anjo de Jeová referiu-se à vitória do rei do Sul americano.

A CONQUISTA DA TERRA PROMETIDA PELO REI DO SUL 

Houve uma operação (chamada em inglês) "Exodus", dos judeus da Europa do Leste e outros países, para a "Terra Gloriosa" com o apoio dos Estados Unidos

“Também entrará na Terra Gloriosa, e muitas terras serão levadas a tropeçar. Mas estes são os que escaparão da sua mão: Edom, Moabe e a parte principal dos amonitas. Ele continuará a estender a mão contra as terras; quanto à terra do Egito, ela não escapará” (Daniel 11:41,42).

Encontramos muito exatamente a enumeração destas três nações, em Deuteronômio 2:1-23. E o contexto geral da passagem de Deuteronômio é o último discurso de Moisés, antes da conquista da terra prometida pelo povo de Israel. Portanto, Daniel 11:41,42, profeticamente ilustra o que aconteceu após da Segunda Guerra Mundial. Esse simbolismo é a ilustração profética do sionismo (o Monte Sião é o lugar onde Jerusalém está, a capital de Israel na época bíblica). Segundo a Bíblia, Deus deu a terra prometida a Israel na época de Moisés (Deuteronômio 2:1-23). Os sionistas judaicos e os sionistas cristãos evangélicos americanos (protestantes fundamentalistas) acreditam que esse mesmo direito divino, que existia no tempo de Moisés, no momento da entrada do povo de Israel na terra prometida, ainda está em vigor. Essa profecia mostra o papel decisivo do rei do sul, a atual potência mundial, na constituição do estado de Israel em 1948, e depois, na conquista da Terra Gloriosa (a atual Palestina)

A potência mundial americana desempenhou um papel político determinante para que o povo judeu tivera um estado independente e reconhecido pela ONU. A ajuda financeira para a compra de armas através da diáspora judaica americana (representada pela Agência Judaica), desempenhou um papel muito importante na superioridade militar de Israel contra os vários estados árabes. Os conflitos entre árabes e israelenses resultaram, a prazo, no confisco de grande parte dos territórios da Palestina,  habitados pelas populações civis árabes, em três quartos do território (forçados a fugir dos combates sem possibilidade de volta). A nova nação de Israel criada em 1948, está garantindo sua segurança territorial por sua superioridade militar nos vários conflitos, particularmente em relação ao Egito (Guerra dos seis dias (1967)).

Na verdade, o estado de Israel, é o representante do imperialismo dos Estados Unidos, no Médio Oriente. O senhor Arnaud Bauchgrave, repórter do 'Washington Post', disse (em um documentário francês dirigido por William Karel): "Israel é o Estado 51, da União". Para entender a conclusão da história do anjo do senhor, no final da profecia, deve-se compreender que o Israel atual, é o representante dos Estados Unidos no Oriente Médio e, portanto, atua, na verdade, como representante do rei do Sul Ocidental nesta parte do mundo. Como escreveu o Jean-Charles Jauffret Professor do Instituto de estudos políticos de Aix-en-Provence (França):

"Israel hoje é uma"Cidadela"do imperialismo americano no Oriente Médio". Esta imagem é o resultado da Aliança do estado Hebraico com os Estados Unidos. No entanto, não foi sempre assim. Sem dúvida, o governo dos Estados Unidos foi o primeiro a reconhecer, na primavera de 1948, o jovem estado. Mas este reconhecimento não foi devido à considerações estratégicas. Estas são as contingências do contexto internacional da guerra fria, conflitos, crises no Oriente Médio, o que explica, em grande medida, à progressiva aproximação dos dois países".

As consequências mundiais da formação do novo estado de Israel

“Também entrará na Terra Gloriosa, e muitas terras serão levadas a tropeçar. Mas estes são os que escaparão da sua mão: Edom, Moabe e a parte principal dos amonitas” (Daniel 11:41).

Na verdade, a criação do estado de Israel teve consequências internacionais que levaram a uma nova forma de conflito com efeitos internacionais: o terrorismo internacional organizado por Estados árabes hostis à criação do estado de Israel. Os ataques terroristas palestinos, da Líbia, junto com as guerras no Oriente Médio, no Líbano, na Síria, no Iraque, com repercussões globais diretas e indiretas, com um grande número de vítimas civis e militares. Na verdade, são as consequências do estabelecimento do estado de Israel em 1948. 

O rei do Sul faz uma política de migração para reforçar a demografia do novo estado de Israel

“E ele reinará sobre os tesouros ocultos de ouro e de prata e sobre todas as coisas preciosas do Egito. E os líbios e os etíopes acompanharão os seus passos” (Daniel 11:43).

A primeira parte do versículo mostra como a potência mundial dos Estados Unidos, representado por Israel, mas também tendo Egito sob controle, tem sido capaz de usar sua influência no Oriente Médio para saquear seus recursos: entre outros o petróleo dos Estados árabes do Golfo. A segunda parte do versículo mostra como o estado de Israel reforçou sua demografia trazendo muitos judeus da diáspora, de muitas nações, como da Líbia ou Etiópia e muitos outros Estados da Europa de Leste, depois da Segunda Guerra Mundial.

O rei do Sul, no Oriente Médio, se preocupa e

causa grande destruição

“Mas haverá notícias procedentes do leste e do norte que o perturbarão, e ele sairá com grande furor para aniquilar e entregar muitos à destruição. Armará suas tendas reais entre o grande mar e o monte santo da Terra Gloriosa; e chegará ao seu fim, e não haverá quem o ajude” (Daniel 11:44,45).

No 2 de agosto de 1990, o exército iraquiano do Levante invadiu o Kuwait. O problema é que esse pequeno estado tem uma importância altamente estratégica, porque é muito rico em recursos petrolíferos que fornecem energia à maioria dos países ocidentais. A invasão deste país desencadeou a maior operação militar contra o Iraque (o antigo lugar da Babilônia). Sob a liderança das Nações Unidas, a Operação Tempestade do Deserto (Operation Desert Storm), com uma coalizão militarizada de 33 países, dos quais os Estados Unidos foram a ponta de lança, causou uma onda de bombardeio no Iraque, sem precedentes, do 18 de janeiro até o 28 de fevereiro de 1991. No final deste primeiro conflito, o Presidente George Bush (Pai) preservou o governo do Presidente Saddam Hussein (A DESTRUIÇÃO DE BABILÔNIA, A GRANDE).
No 20 de março de 2003, o presidente dos Estados Unidos, George Bush (Filho), atacou o Iraque pela segunda vez (Operação Liberdade do Iraque), alegando que Saddam Hussein tinha armas altamente perigosas. Após uma rápida vitória (1.º de maio de 2003), desta vez Saddam Hussein foi morto e deixaram o país não só arruinado, mas em uma situação de guerra civil pontuada por numerosos ataques assassinos. Esta guerra causou caos no Iraque que continua até hoje.
Após os ataques do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, perpetrados por terroristas para a maioria dos sauditas, o presidente invade o Levante, no Afeganistão, iniciando uma guerra com a ajuda de alguns países aliados ocidentais, de 2001 a 2014. Este país sofrerá exatamente o mesmo caos que no Iraque, com numerosos ataques mortais, até hoje.
Enquanto os Estados Unidos e os países ocidentais, usaram o regime iraquiano e o ditador Saddam Hussein, como baluarte contra a revolução islâmica iraniana, começada em 1979, a destruição total do Iraque causou uma acentuação da preeminência do Irã na maioria dos estados do Golfo e do Oriente Médio. Esta séria ameaça vinda do Levante, desta vez, tem duas repercussões geográficas, no Levante e no Norte simultaneamente. Os Estados Unidos e Israel suspeitam que os iranianos, um estado do Levante, estejam equipados com uma força de ataque nuclear. Além disso, o país de Israel está em conflito, no norte, pelo sul do Líbano, com a milícia do Hezbollah, financiada pelo Irã. Depois de destruir completamente o Iraque (antiga Babilônia), o rei do sul está preocupado tanto no Levante, no Irã, quanto no norte, no sul do Líbano, pelo Hezbollah, e a guerra na Síria desde 2011, ao nível das colinas de Golã.
A Síria, no norte (como Iraque e Afeganistão, no Levante) é completamente destruída e as populações civis sofrem um verdadeiro genocídio por bombardeios incessantes, guerras civis internas, fome e deslocamento de populações que tentam sobreviver a esse caos por vários anos.
A propósito, são os russos que apoiam o atual regime sírio (no norte). No entanto, diferentemente da antiga Guerra Fria, essa nova potência militar no Oriente Médio continua sendo um aliado objetivo do rei do sul, na atual guerra mundial entre os "cruzados" judaico-cristãos, ocidentais e os jihadistas muçulmanos, que estão lutando particularmente na Síria (A guerra na Chechênia, de 11 de dezembro de 1994 a 31 de agosto de 1996, foi uma guerra de independência política e religiosa, cristãos ortodoxos russos contra muçulmanos chechenos).

Armará suas tendas reais entre o grande mar e o monte santo da Terra Gloriosa; e chegará ao seu fim, e não haverá quem o ajude

O cumprimento desta profecia bíblica ocorreu em 14 de maio de 2018, durante a inauguração das "tendas reais" do rei do sul, a embaixada americana em Israel, localizada exatamente ao pé da "monte santo da Terra Gloriosa", e entre o "grande mar" (o mar Mediterrâneo). O cumprimento desta profecia deve ser colocado em perspectiva com o segundo cumprimento da profecia de Jesus Cristo, referente à proximidade da destruição de Jerusalém, durante a futura grande tribulação: "Portanto, quando vocês virem a coisa repugnante que causa desolação, da qual falou Daniel, o profeta, estar num lugar santo (que o leitor use de discernimento), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes" (Mateus 24: 15,16). O segundo cumprimento desta profecia mostra a proximidade da grande tribulação. Mas antes, a profecia termina sobre o que acontecerá com esse rei do sul: "chegará ao seu fim, e não haverá quem o ajude" (Daniel 11:45b). Para entender melhor o significado dessa conclusão, podemos nos referir ao que está escrito em outra profecia de Daniel, a respeito do último rei desta atual potência mundial, que representa o rei do sul: "Ele até mesmo se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem a intervenção de mãos humanas" (Daniel 8:25). Entendemos melhor a frase "não haverá quem o ajude". No dia da grande tribulação, quem poderá enfrentar o Rei Jesus Cristo e seus anjos (Mateus 25:31) (A NOVA JERUSALÉM).

O povo de Deus sobreviverá ao tempo de aflição como nunca houve

"Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor do povo a que você pertence. E haverá um tempo de aflição como nunca houve, desde que começou a existir nação até aquele tempo. Naquele tempo seu povo escapará, todo aquele que se achar inscrito no livro"

(Daniel 12:1)

"Naquele tempo", mencionado na profecia, parece começar no momento em que o rei do sul começou a se comportar de maneira extremamente destrutiva, mencionado no versículo 11:44. Este período começou, portanto, no início de 1991, na época da primeira Guerra do Golfo (Operação Tempestade no Deserto), e terminará na grande tribulação mencionada na passagem bíblica acima. As pessoas que escapam a essa grande aflição são designadas no livro de Apocalipse, como sendo a grande multidão: "Depois disso eu vi uma grande multidão, que nenhum homem era capaz de contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de compridas vestes brancas, e havia folhas de palmeiras nas suas mãos. (...) Assim, eu lhe disse imediatamente: “Meu senhor, é o senhor quem sabe.” Ele me disse: “Esses são os que saem da grande tribulação; eles lavaram suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro"" (Apocalipse 7:9-17).

De acordo com a profecia de Zacarias 13:8,9, Deus profeticamente fixou o tamanho dessa grande multidão, de seu povo: um terço da humanidade atual sobreviverá à grande tribulação: "E, em toda esta terra”, diz Jeová, “Dois terços serão eliminados, morrerão; E um terço restará. E eu farei esse um terço passar pelo fogo; Eu os refinarei como se refina a prata E os provarei como se prova o ouro. Eles invocarão o meu nome, E eu lhes responderei. Vou dizer: ‘Eles são o meu povo’, E eles dirão: ‘Jeová é o nosso Deus" (Zacarias 13:8,9).